jan 14
Quase Nada…
De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminhoSerá um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundoNoite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nadaDe você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo seiQual é a parte da tua estrada
No meu caminhoSerá um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falsoUm prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundoSe tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada
E que se dane o que acontecer….
Desejo de estar contigo,
Desejo de não ser proibido,
Desejo maior que amigo…
Desejo que perturba a alma,
Desejo que me devasta,
Desejo que não acaba…
Desejo de acordar ao teu lado,
Vontades de enamorados…
Eu sei, está tudo errado!
Quisera não fosse assim,
Quisera ter você um dia pra mim,
Quem sabe isso tivesse fim.
A idéia aqui num é falar de amor… é falar de desejo, de paixão, de coisas que te pegam de forma inesperada e te fazem ficar sem reação… que mudam seu pólo e te fazem perder o rumo com a mera lembrança… é falar de algo delicioso e que normalmente não sabemos exatamente definir o que é…
Pois bem… é essa falta de definição que me faz pensar que isso é um “nada especÃfico”… mas é tão gostoso e te arranca cada sorriso delicioso…
Há muito não escrevo no blog, não tenho tido vontade de escrever e nem tenho conseguido exteriorizar nada que preste ou valha a pena ser escrito.
Apenas resolvi postar algo pra não ficar tão parado e pra não me sentir tão inútil.
As pobres rimas aà são coisa recente… algo com sentido mas sem futuro que me vem a mente e que eu acabei anotando. E antes que mentes furtivas pensem em nomes pra colocar junto ao meu, aviso, estão errados em todos os que tentarem falar… mas que fique claro não falar sobre “pássaros”, finalmente eu aprendi a deixar a gaiolinha aberta e eles acharam seu rumo.
As rimas são apenas minhas… minhas vontades e meus pensamentos avulsos…
…ou não!
Beijo no canto da boca.

out 6
Caixa de Pandora

Sofro.
Choro.
Corro.
Grito….
acordo.
Quando os olhos se abrem descubro que nada passou de um sonho. Não um sonho qualquer, mas de um pesadelo. Um pesadelo frio que me remete a lugares que eu não queria estar.
O medo me persegue, os calafrios recomeçam.
Não sei onde estou; não sei pra onde ir e me percebo enclausurada em algo maior do que eu posso entender. Estou contida, estou presa, estou surpresa. Ao meu redor coisas inimagináveis como monstros que me atormentavam na infância, meus medos e tremores todos reunidos num imenso cômodo sem fim.
Aterrorizada tento correr, mas para cada lugar que olho não há saÃda, eles estão todos lá. Encolho-me sozinha e tremendo. Balançando abraçada ao meu próprio corpo pedindo ajuda ao impossÃvel e invencÃvel. Nada me responde. Junta-se então aos meus medos, a minha descrença! Toda a falta de fé em si… toda, cheia… vazia. Me sinto fria.
Quando penso que não sairei dali, desse mundo infernal uma luz e uma voz aparecem ao longe. Procuro, corro, mas nada vejo em todas as direções… caio, e sem saber por que resolvo fechar meus olhos. Quando percebo em meu mais absurdo interior que novamente eu sonhava.
Acordo.
Não mais sozinha. Ao meu lado minha mãe me chama mandando retornar ao mundo e retomar meus afazeres. Respiro, vivo… tremo.
Me levanto e ao seguir minha vida me pego pensando na falta de esperanças e coisas boas que uma pessoa tem dentro de si. Começo a ter medo de adormecer.
Enquanto tomo meu banho paro, penso, reflito… meus medos me levaram aonde me perdi. Minhas inseguranças e fantasias de coisas ruins me levaram aonde não mais podia achar nada de bom que vivi ou quis para mim.
Me lavei.
Não só o corpo, mas a alma. E ali, naquele momento, novamente de olhos fechados decidi que não mais me renderia aos meus medos. Ali, de olhos fechados decidi me lavar sempre de mim. Resolvi sonhar com a coragem, com os doces da infância, com as coisas boas. Voltei a ser borboleta, sai do meu casulo.
E dentro de mim onde descobri o meus maiores medos eu retirei minha maior virtude. De mim fiz uma caixa de Pandora, libertei meus medos e males e a única coisa que resolvi guardar foi a esperança.
Esperança de que?
Diga-me você quando fechar seus olhos.
No commentsset 18
Depois de tanta coisa em tão pouco tempo de convivência, tanta briguinha e discussão nada a ver, tantos sorrisos e sussurros, tantas risadas juntos sem ao menos nos vermos eu num poderia de deixar de falar algo de vc.
Vc é uma pessoa das mais diferentes que eu poderia conhecer. Acho que é uma das que mais amo e mais odeio. Do tipo que mata de saudade e quando volta faz tudo valer a pena… só num pode te dar muita corda pra vc não achar que ta no controle e tal! Senão vc abusa e pensa que seu charme vale qualquer coisa rs…
Uma das pessoas mais complicadas que já cruzou meu caminho sem ao menos nele se encontrar.
Cheio de um vazio repleto de idéias. Contraditório? Talvez, o vazio é uma forma de dizer que ele não tem limites a não ser ele mesmo.
Dono de sonhos dourados baseados em esforços preguiçosos muito bem refletidos e analisados. Ele quer, ele tenta, ele se esforça e ele tem; quando sua vontade de nada fazer não o vence em uma árdua batalha, é claro!
Imaturo da forma mais madura possÃvel, acredita ser capaz de viver de textos autobiográficos disfarçados de contos surreais e fantásticos para onde transfere todo o sentimento que insiste em não querer guardar em si.
Medo de ser cativo… medo de se prender em algo, medo de se limitar. Talvez por pensar que se entregar o atrapalhará no ato final de sua grande obra: Vencer! Mas ele não assumiria isso em hipótese alguma, alegando apenas que este é seu jeito de viver e pensar, não acreditando em compromissos, mal sabendo, ou fazendo que não, que a única coisa que ele faz na sua vida é assumir compromissos.
Ilude, encanta, fascina, apaixona, e enraivece quem quiser, com a arma mais poderosa que um homem poderia ter: a mente.
É mestre no que se trata de manipular e convencer, aproximar e afastar, além de confundir quem ele quiser. Insiste não precisar de ninguém além dele próprio, se esquecendo que necessitará sempre de alguém para exercitar e expor sua arte.
É fabuloso! Uma das mentes mais capciosas e completas que já tive o prazer de tentar entender. Ele é sua própria história, é o melhor conto que jamais poderá escrever. É autor e personagem; vive e interpreta, luta, sonha, sobrevive. É intrigante e curioso… é único.
Ainda não encontrou o tÃtulo de sua história de vida; esboçou diversos roteiros mas não sabe ao certo à qual estante está predestinado. Mas não acredita nisso… provavelmente tentará construir sua própria estante quando achar que é a hora.
Tem toda a vida pela frente e já sente o peso de assumir tudo pra si. Provavelmente não tenha notado que é um ser humano disfarçado de escritor.
Amanhã ele faz aniversário… e desde hoje eu desejo que ele adquira mais um pouco de conhecimento e que possa dar mais um passo em direção ao seu sucesso!
Cresça, brilhe, viva!
Que você consiga fazer isso e manter um sorriso no rosto mesmo em situações complicadas!
Que você mantenha sempre seu lugar dentro de si definido, pois sabe que seu lugar dentro de mim tá guardado!
<3 Te Amo Muito gurizinho dos olhinhos de burquinha!
ago 16
My time….
“Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo o dia.”
(Saramago)
“Odeio quem me rouba a solidão
Sem em troca me oferecer verdadeira companhia.”
(Nietzsche)

“Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar.”
(Rubem Alves)

“É difÃcil aprisionar os que têm asas.”
(Caio F. de Abreu)
“Quem anda no trilho é trem de ferro,
sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito.”
(Manoel de Barros)

“Estou na caridade da evolução do meu ser.
Quero ser menina, encontro-me mulher…
Quero ser mulher, vejo-me menina…”
(Ferreira Gullar)
Resolvi dar um tempo… só isso…

“E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta, porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,e nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida…”
(Fernando Pessoa)

ago 14
Let's Talk About Hate… in me!

O calor subindo por minhas entranhas me sufocando e alimentando; me consumindo e me dando forças.
Nada tão lógico poderia ser tão repleto e tão ilógico. É tudo tão complexo que chega a ser claro e simples.
ODEIO!
Não é sempre que esse estado de espÃrito me domina (porque sim, o ódio é um estado de espÃrito, pois chamar algo tão complexo e intenso com essa natureza de sentimento chega a ser doentio), mas quando acontece tenho que exercitar o mais cordial de mim, a paciência e a compaixão… num deixa de ser um incentivo.
“O ódio é o sentimento mais próximo do amo”… não consigo conceber algo mais absurdo e ridÃculo. Sim, eles tem suas semelhanças, e elas são gritantes, mas “próximo”? Ambos são intensos e direcionados, ambos nos fazem ter vontades, desejos e obstinações, ambos criam forças de onde mais nada poderia sair.
Mas o ódio consegue impulsionar mais.
Traz coragem, fabrica a maldade exercitando o que de pior temos dentro de nós, transformando toda a podridão humana em uma máquina de causar dor ao próximo. Deixando quem sente irracional ao ponto de não entender que seu resultado final será o retorno da dor e muito desgosto para si.
Como isso poderia ser próximo do amor? Este também impulsiona mas de forma racional e limitada, nos traz e cria desejos e obstinações (sempre egoistas de “sermos felizers”), mas não de forma abrupta e avassaladora e sim coerente. O amor é covarde para não correr riscos de perda; só transforma-se em coragem quando tem garantias de retribuição, mas ainda assim é de certa forma limpo e puro.
Ao contrário do ódio poderÃamos colocar a paixão louca e desenfreiada que nos leva a cometer atos impulsivos e errôneoos para satisfazer desejos intensos.
Mas deixa essa comparação besta de lado…
Eu odeio! A quem? A mim mesma! Pela fraquexa de ideais, pela falta de objetivos, e pelo excesso de ilusões. Por não saber me conter e manter a postura que deve ser mantida. Hoje meu foco é egoÃsta, mesmo que para o ódio… hoje eu odeio a mim mesma de forma idiota e cruel… cada centÃmetro.
Mas não há o que se preocupar… um ser com tantos sonhos não consegue se odiar para sempre. Afinal, ele carrega a infantil e estúpida necessidade compulsiva de ser feliz um dia… devaneios…
É só por hoje, Não há o que recriminar…
No commentsago 13
A difÃcil arte de sorrir e dizer "eu te amo"

Eu te amo!
Risos… é eu sei que eu falo demais isso. Mas eu falo isso simplesmente porque estou sentindo ué! O sentimento é algo delicioso, forte, e verdadeiro, é uma expressão intensa, o que acho que só compete com um olhar verdadeiro.
Eu num falo banalizando, eu falo quando um momento pra mim é tão intenso que me causa um algo a mais, uma sensação de bem estar única e digna de ser memorável. Posso amar você por apenas um momento e ainda assim dizer que é amor…
Aquela coisa de “nunca amei ninguém assimâ€, ou se a pessoa “que vem depois é mais amada que a que veio antes†então é porque a de antes não foi realmente amada! o.O Wtf?! Tá… sei que muitos não concordarão, mas é assim que eu sinto.
Eu amei cada pessoa que eu disse “eu te amo†e isso é fato, é real e é intenso… não tem o amei mais e o menos, tem a intensidade.. aquela coisa retardada do “eterno enquanto dure  mesmo que seja um momento.
Bem… eu amo rir. Até porque eu sou insuportavelmente brava e mal humorada (e uma cÃnica de mão cheia, pois vivo rindo e vivo fofa e todos vocês acreditam aà quando eu volto ao estado trollesco da minha realidade todos se assustam… wherever!), aà quando aparece alguém que tira do meu rosto um sorriso verdadeiro, ou uma gargalhada digna de ser lembrado, esse ser me sobe no conceito… se isso se repete então essa pessoa me faz um bem inimaginável.
Algo que pra mim é tão essencial à subsistência que eu posso dizer “eu amoâ€. Bem… posso dizer que aprendi a amar o “K.†assim… (quem é K.? Aff vcs num acham q vou sair escrevendo nomes e nicks… depois eu conto rs).
Outra situação é quando a cumplicidade de idéias, pensamentos e ideais é tão forte que junta o fato de vc admirar demais essa pessoa vc aprende a amar… tenho um amigo assim tbém… o “A.â€, conversamos pouco, mas o carinho é IMENSO!
Cada intensidade do amor é o que faz dele único e especial… amo pessoas que me fazem rir, amo pessoas que se tornam tão amigas que num preciso explicar ou nominar para elas saberem que se enquadram nesse texto, amo pessoa que me faz sentir única e amo a pessoa que vira meu mundo do avesso todos os dias. Não precisam estar próximas, basta estarem comigo. E estão.
Isso num quer dizer que eu vou me jogar em cima de vocês e faremos amor alucinadamente… na boa, num rola, sinto e tal… rs. Quer apenas dizer que a cada um de vocês eu agradeço por cada momento de bom humor, de riso, de lágrima, de compreensão, de afeto, de carinho, de amor e de transtorno… (sim, de transtorno mesmo… tem hora q fico doida rs). Cada qual me faz mais viva e especial.
Mas como falar “eu te amo†com certa freqüência se torna banal, se torna comum… eu simplesmente não falarei mais. É “mimimiâ€? rs Que seja… ontem quando comecei a escrever isso (e acabei não terminando e até jogando fora), me falaram que existe a hora certa e a pessoa certa… bem… essa pessoa está certa. Mas ainda assim evitarei falar, não por não sentir, mas para me preservar. Me dou demais, e nem sempre é recÃproco e quando somos assim acabamos nos machucando… então ficarei mais quieta. Isso não significa que eu deixei de sentir ou qualquer coisa… apenas significa que preservar algo bom é fazer com que dure.
Que seja rs Por que disso? Por estarem me cobrando meu distanciamento ou “a falta do meu excesso de fofisseâ€.. eu continuo onde sempre estive, não me afastei… só me calei um pouco mais.
No commentsago 11
Pássaros Negros

O que você vê quando fecha os olhos? Você vê sombras? Luzes? Imagens? Ou você vê apenas o escuro?
Eu vejo pássar. Não pássaros definidos, apenas pássaros negros.
Eles habitam minha mente e alma, habitam em meu peito e as vezes o bater de suas asas causam alvoroços intensos que desejo, por um mÃnimo momento, não vê-los mais. Nesse momento abro meus olhos e eles se vão… do nada meu peito sufoca, minha alma esvazia e minha mente em sua completa insandecência descobre que não pode deixar de vê-los. Eu descubro que não quero mais ficar sem os passaros negros.
Não preciso tocá-los, mas preciso sentÃ-los.
Lembro de tê-los buscado certa vez, mas como todo ser acuado ou apenas desconfiado, ou sei lá… apenas não me queriam por perto, eles fugiram. Aà eu parei de vê-los… Não sei de onde vieram. Sei apenas que em um momento do qual não me recordo eles vieram até mim e ficaram.
Uma hora pousam onde não posso alcançá-los, aparentemente cuidam de mim a distância; outra hora pousam ao meu lado e se deixam alimentar num gesto súbito de confiança. Mas o que mais me intriga são os momentos desconfiados que pousam em meu ombro cantando melodias suaves que conseguem fazer qualquer dia vazio se encher de vida.
E como amo seu canto! Um som único que me consome.
Nunca ficam muito tempo assim, são desconfiados e muito introspectivos… os outros seres são essenciais, mas normalmente precisam mais de si do que dos outros… então eles levantam seu voo e vão para longe. Orgulhosos e com medo de cativeiro, assim, se afastam de mim para onde eu mal possa vê-los ou para perto de outrem buscando outro tipo de alimento.
Os dias passam e eu me acostumo com a ausência deles, e nessas horas eu abro de novo meus olhos… E não como uma rotina, mas como um ciclo vicioso eles voltam pra mim e me cativam como se sempre fosse a primeira vez que eu os estivesse vendo!
As vezes me questiono o motivo desses seres terem tanto poder sobre mim, me concentram e desconcentram, iludem… me fazem odiar, temer e amar… me fascinam a cada minuto que se deixam conhecer e me encantam a cada nova descoberta. E a cada bater de suas asas eu sorrio e desisto de questionar qualquer coisa, apenas por saber que ai fechar meus olhos eles estarão por perto.
Olhei certa vez nos olhos de um… pequenas bolinhas escuras e de um brilho sem igual… intensas e misteriosas, vivas e curiosas… pequenas bolinhas de gude numa imensidão de vida! Ali sem saber o por que eu parei. Mas não busco mais respostas, e estou aprendendo a não fazer tantas perguntas. Apenas aceitando seu ir e vir… desde que eles sempre voltem.
Mas isso é outra história… outra lembrança, onde vejo rainhas e mafiosos, livros coloridos e outras burquinhas vivas… isso é outro amanhã.
Mas e você? O que você vê quando fecha os olhos?
No commentsjul 31
Não foi forte na chegada e assim se seguiu na partida.

Não foi forte na chegada e assim se seguiu na partida.
Enquanto a chuva lá fora insistia em cair tentando trazer pra dentro dos corpos um frio inexistente, eles se encontraram pela primeira vez…
Envoltos por sons de vozes desconhecidas, por risos e barulhos diversos se olharam de forma rápida, suas bocas se esqueceram de falar e se encontraram. Talvez o tempo tenha pensado em parar naquele momento, mas se esqueceu depois.
O abraço não foi tão forte na chegada… talvez pela necessidade que os olhos tinham um do outro, talvez pela necessidade dos lábios… outros abraços vieram depois… bem mais fortes e intensos, mas não o da chegada.
Enfim trocaram palavras… não que realmente se lembrem do que conversaram, tudo parecia supérfluo e incoerente… tudo que não os envolvesse parecia desnecessário. A lembrança era dos lábios e dos momentos a sós.
Eles se separaram por breves momentos e ele sentiu ali que um dia isso ia acabar, não para sempre, mas para o agora. E o frio que a chuva trouxe naquele dia finalmente tomou seu corpo. Então ela sentiu frio.
A chuva voltou… o frio se foi… eles se reencontraram… só os dois e a chuva… nada importava… nada mais precisava ser dito. Sorrisos e olhares… calor.
Um dia ela disse que ia partir. Não foi dito o tempo… não foi dito à ninguém como isso aconteceria… mas nesse momento a chuva novamente se foi e deixou seu frio ali. Duro, cruel e verdadeiro.
Então por um breve momento se abraçaram forte e trocaram palavras vãs como promessas que talvez não pudessem cumprir, mas com sentimentos que eram eternos… Se olharam e ao trocar o último abraço, de forma rÃspida ele se foi.
O abraço não foi forte na partida… talvez pelas palavras que não queriam ser ditas, talvez pelos olhares que não queriam derramar, talvez porque o frio deixado pela chuva os tenha consumido de alguma forma…
E assim ele se foi… para quando não se sabe… mas o nunca mais é muito tempo… e nada acaba quando o abraço não é forte… talvez por isso não tenha ainda sido um começo…
Não foi forte na chegada e assim se seguiu na partida.
2 commentsjul 31
Embaça…
O texto abaixo, conforme o último publicado, veio de um tópico do Fórum Bird onde a proposta era escrever algo que remetesse a foto postada por um usuário… memórias me vieram à mente, coisas me passaram pelos olhos como se não fosse eu que as via…
Sussurra, suspira, abafa, sorri e se esconde…
Ela se levanta da cama e anda.
Falando baixo pensando em nada ela entra no chuveiro, a água escaldante escorre por sua pele como se não houvesse barreiras a serem transpostas, como se o calor dali emanado não fosse prejudicial, como se escorrendo assim depressa levaria tudo o que ela queria deixar pra trás.
Perco a visão.
Embaça… o vidro, a pele, a alma… a água é limpa mas não a limpa… o vidro deixa de passar a imagem nÃtida de seu rosto, a pele deixa de passar impressão do dia e a alma… qual o problema da alma?
Ela não pensa em nada… se regozija com o momento mudo.
Ela só não pensa… a alma está lá… embaçada… se limpa ou não não importa…
Sem pensar em nada ela sai do chuveiro… sem se enxugar ela deita e se cobre com um lençol fino como uma segunda pele, que enrosca em seu corpo molhado, deixando a mostra toda sua beleza…
Pensando em algo eu olho… pego minha câmera… mas o calor daquele corpo embaça a lente da câmera que não está preparada para ela…
Mas olhando para ela… embaço… a alma.
1 commentjul 26
Descobrimento
O texto abaixo veio de um tópico do Fórum Bird onde a proposta era escrever algo que remetesse a foto postada por um usuário… Enfim… eu nunca escrevo nada a não ser desabafos… aà escrevi essa doidera aÃ… nada demais.
“Ah o descobrimento!
Quando mais nova me descobri… me descobri sentindo, me descobri suando, me descobri amando.
O que era exatamente que eu procurava ao fazer isso se perdeu entre meus dedos.
Por muitas vezes voltei a me procurar e redescobrir, cada vez de forma mais intensa até descobrir que ser procurada por outras mãos era ainda melhor… deixei me encontrarem. Com isso descobri o prazer.
Ah o prazer!
Quando mais nova achava que prazer era ganhar um brinquedo novo e me esquecer das horas até perder meu interesse por ele ou ganhar mais prazer… ou melhor, mais brinquedos.
O que exatamente me fazia sentir prazer com isso se perdeu com meus brinquedos.
Por muitas vezes voltei a sentir prazer brincando com outras coisas até descobrir que o maior prazer estava em brincar com os outros… deixem que brincassem comigo… O mais gostoso é que não era com os meus brinquedos habituais… embora eu também os deixasse de lado depois de enjoar deles.
Com isso, redescobri a sexualidade.
Ah a sexualidade!
Quando eu era mais nova… não… isso não é desse trecho! Conheci a sexualidade, com ela o prazer e o contentamento… conheci parceiros e com eles mais prazer e contentamento… aà notei que não mais me procurei… E ao notar que me perdi novamente de mim e que só me encontrava em outras mãos eu descobri o sofrimento.
Com esse sentimento eu precisei buscar, buscar coisas novas ou me reencontrar nas coisas antigas… e numa dessas aventuras minhas mãos passaram pelo meu corpo, e de repente sentindo, suando e amando, me descobri…
Ah o descobrimento!
1 comment
